Confetes Prateados

Você sabia que o primeiro trio elétrico surgiu em 1929 na Bahia, e na verdade era um carro com um alto falante? Além disso, eu também sei que o Bloco da “Bola Preta” arrastou mais de 2 milhões de pessoas pelas ruas do Rio de Janeiro. Por falar em bloco, você sabia que só no Rio de Janeiro existem mais de 300 blocos de ruas?

Além de historiadora carnavalesca graduada pela Globo News, eu poderia muito bem ser jurada de escola de samba. Afinal, eu acertei a escola campeã.

Mas, acabou. Finalmente é quarta-feira de cinzas. Cinzas que nunca foram tão saudosas pra mim. Cinzas que para mim são como confetes prateados.

O que para muitos chega como o fim de uma incansável festividade, para mim chega como o fim da minha exaustiva tentativa de ser festiva.

Chega de ser telespectadora da festividade alheia e assisti-la em cenas editadas. Chega de se sentir culpada por não estar sendo arrastada por uma multidão de mágicos, super-homens, bruxas, cowboys e até smurfs. Chega de se sentir culpada por não estar cantando “ai se eu te pego” em coro fazendo a coreografia mais repetida no mundo.

Enquanto todos acordam de ressaca ou hibernam quarta-feira adentro para acordar com os olhos inchados e desfazer suas bagagens de histórias, eu acordo mais animada que puxador de escola de samba na avenida.

Eu nem me dou o trabalho de justificar minha graduação em Arte Carnavalesca durante os quatros dias mais quentes do ano.

Poderia dizer que lugar muito cheio me irrita. Que estou sem paciência para ser conferida como se fosse um pedaço de carne. Que eu não gosto de dançar, que eu não bebo e que dispenso viagens muito longas. Eu poderia.

Eu poderia martirizar a festa mais popular do país e condenar o feriado mais desejado do ano. Eu poderia.

Mas, acordei animada demais para julgar tantos olhos inchados e cinzentos ao meu redor.

Vou despejar meu saco de confete prateado cantarolando uma marchinha de carnaval dos anos 50 que aprendi na minha graduação em Arte Carnavalesca. Alias, você sabia que a quarta-feira de cinzas representa mudança de vida e a transformação na nossa efêmera e fraca passagem pela vida?

Celebremos então, Feliz Quarta-feira de Cinzas!

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As estrelas do TED

Chris Anderson abriu o tão esperado evento do TED de 2011 com uma história sobre a curiosidade de um menino afegão que não conseguia dormir e admirava as estrelas no céu. Essa observação despertou sua imaginação e o fez perguntar. “Como será o futuro”?

 São essas estrelas que nos fazem ter esse senso de questionamento. Estrelas de cientistas, professores, músicos, sonhadores, idealistas. São essas estrelas que brilharam na constelação do TED 2011, um evento que não é só de perguntas, mas também traz muitas respostas.

Questionamento que sempre nos indagaram como a da física Jenny Lenin. O nosso “Big Bang” foi o único do universo? Existem outras criaturas como nós? Questionamentos novos como o do cirurgião Anthony Atala. Podemos crescer órgãos ao invés de transportá-los? Ou mesmo mais revolucionários, como o do executivo do Google, Wael Ghomin. Como fazer uma revolução democrática com as ferramentas globais das redes sociais? 

Os debates sociais também apimentaram as conferencias do TED. Foi o que fez Amina Az Zubair, assistente sênior do presidente da Nigéria nas Metas de Desenvolvimento do Milênio. Ela conseguiu deixar todos os participantes do evento com a esperança de uma África menos desigual. 

Certamente outro debate de grande audiência foi a palestra do magnata Bill Gates, que surpreendeu falando sobre o sistema de educação americano. Bill Gates disse que os orçamentos estaduais estão crivados de truques de contabilidades que disfarçam o verdadeiro custo dos cuidados de saúde e pensões. 

As invenções apresentadas também fascinaram muitos os nossos olhos. Imagine, por exemplo, ter a possibilidade de voltar a andar depois de 19 anos preso em uma cadeira de rodas. Essa foi uma das inovações apresentadas por Eythor Bender, que emocionou a plateia com a história da Amanda Boxtel . 

Entre perguntas e respostas, as conferências do TED, realizadas em Long Beach, na Califórnia, reunem as cabeças mais inovadoreas para mostrar ideias que podem nos fazer crescer e evoluir tanto pessoalmente como profissionalmente. Como diz o jornalista Gilberto Dimenstein da Rádio CBN, “se você quer ser inovador e não acompanha a experiência do TED, não pode se considerar inovador”.

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Uma cantora para admirar

Cansou de esperar pela Amy Winehouse? Outra britânica está arrancando suspiros de homens e mulheres com sua voz excêntrica e marcante. Mas não é a voz, o estilo ou a forma de cantar que me fez escutar a sua discografia over and over. A profundidade das letras e a emoção que Adele passa ao cantar mostra que não basta uma voz bonita para se dizer cantor.

 O seu álbum 21 é um relato de emoções e dores deixadas por amores que se foram. Rolling in the deep, seu single atual, consegue traduzir esse sentimento pulsante embalado pela voz gostosa de ouvir de Adele.

Adele é atualmente a artista número 1 dos Estados Unidos  e seu talento se espalha ao redor do mundo. Assistir uma apresentação sua no Youtube não será perda de tempo. Será tocante. O apresentador do Brit Award 2011 confere. “Não há como descrever o sentimento de quando você está escutando uma música escrita por alguém que você não conhece, que nunca encontrou, e que de alguma forma conseguiu descrever exatamente como você se sentiu em um momento da sua vida. E essa artista consegue fazer isso.” James Coden disse ao apresentar Adele.

 #ficaadica!!

As pessoas gostam de ouvir músicas com as palavras que elas têm medo de dizer. (One Three Hill)

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Dois é melhor que Um?

Quando falamos que precisamos ficar sozinhos é a mesma coisa que dizer que não estamos desempregados, mas sim de férias não renumeradas.

Se o ser humano não procurasse alguém para compartilhar suas ideias e desejos, não perderia tanto tempo tentando entender as dores, as euforias e os mistérios desse sentimento.

Não há melhor sensação do que saber que somos amados por quem amamos. Já dizia Mario Quintana. “Todos nós precisamos de alguém que precise de nós.”

É por isso que as músicas falam de amor, que os filmes enredam amor, as novelas tramam amor e os livros inventam amor. Não é mais fácil falar de amor, ele simplesmente faz parte da nossa essência. É disso que fomos feitos. De dois corpos, de duas almas, de dois corações. Não é a toa que um casamento real consiga fisgar a atenção do mundo intero.

Por isso, não digas que prefere ficar sozinho, digas que ainda não encontrou seu alguém para compartilhar.

“A felicidade só real quando compartilhada”, Christopher Johnson McCandless.

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Too much?

De acordo com o jornal The Huffington Post uma menina de sete anos foi submetida a uma cirugia plástica já pensando nas futuras ameaças do Bullying. Ela não gostava das suas orelhas. A mãe concordou e ela foi para a sala de cirurgia, mesmo ela nunca ter sofrido com o problema.

Segundo o jornal, o número de adolescentes e crianças que se submetem a cirurgias plásticas subiu 30% na última década, com mais e mais jovens recorrendo as operações para evitar o Bullying.

Mas, vamos repetir.Cirurgia plástica em criança de sete anos? Too much? Até quando a alto-defesa e o senso de argumentação da criança podem ser comprometidos? Qual é o limite das brincadeiras? Onde começa o Bullying?

Link para a matéria: http://www.huffingtonpost.com/2011/04/14/7-year-old-plastic-surgery_n_849156.html

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Uma história que te deixa mal

Quando tinha apenas 10 anos, em 2 de Março de 1998, Natascha Kampusch foi sequestrada a caminho da escola. O sequestrador – o engenheiro de telecomunicações Wolfgang Priklopil – a manteve prisioneira em um cativeiro no porão durante 3.096 dias.

Uma história que é atrativa logo de cara. Ela repercutiu no mundo e atraiu atenção da mídia em vários países.

Mas, como uma pessoa não consegue perder a lucidez depois de tanto tempo aprisionada desta maneira? E quanto mais mergulhamos na história de Natasha nas 225 páginas do livro, mais indagados com essa pergunta ficamos.

Um livro que te deixa mal. Aconselho a não ler esse livro antes de dormir, apesar dele ter conseguido me levar para cama mais cedo.

Muitas histórias te deixam mal. Mudam o seu humor, te fazem pensar, refletir, colocam você em outro estado de espírito. Às vezes esse efeito avassalador não atinge a todos, mas é bem difícil não se deixar levar pelos detalhes e sentimentos expressos pela Natascha Kampusch.

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Um Vanilla, por favor!

“Às vezes é preciso parar para ouvir os nossos próprios pensamentos.” Clarissa Machado

Uma pausa para pensar e colocar as ideias para fora…com um Vanilla. Nos meus quatro anos de faculdade, na qual cursei jornalismo, usei o momento Vanilla para desabafar, colocar o papo em dia, fazer trabalhos atrasados, rir, chorar, comer, discutir, matar aula…

Qualquer coisa era motivo para um Vanilla. Os maiores papos-cabeça, as maiores pautas, as maiores discussões foram originadas desses momentos no Centro de Conveniência da Metodista e ficarão guardados na minha memória.

Eu também tenho os meus próprios momentos Vanilla, que quase sempre não são acompanhados de um Vanilla! São nesses momentos que faço aquilo que me conforta muitas vezes. Escrevo.

Vanilla é uma bebida-café cremosa da Nesté e pode ser encontrada em quase toda padaria, café ou lanchonete.

Um Vanilla, por favor!

 

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